Vida Pessoal

Segunda, 10 de dezembro de 2018, às 06h55min / Daniel Biasoli

Meus cinco anos de serviço público

Hoje completo cinco anos de serviço público, o qual ingressei cheio de perspectivas e com muita vontade de contribuir. Ainda não perdi o "tesão", mas confesso que às vezes dá vontade de largar tudo para cima.

Embora seja concursado, parece que aos olhos das pessoas que estão de fora não tenho motivo algum para me orgulhar. É bom lembrar que não houve apadrinhamento político para que eu conquistasse minha vaga, muito menos conchavo ou trapaça. Sou um trabalhador como outro qualquer, merecedor do meu salario.

Nesses anos todos foi muito duro ver campanha na mídia desmoralizando todos os Servidores Públicos. Fico imensamente triste, uma vez que em qualquer profissão existem bons e maus, competentes e incompetentes.

Não cheguei no serviço público sem experiência. Me preparei para tal, não só para uma prova, mas trouxe para o setor público uma vivência do setor privado de pelo menos doze anos de profissão e, pelo menos, sete com carteira assinada.

Cheguei no serviço público mestre em Ciência da Computação, graduado em Ciência da Computação, especialista em Sistemas de Informação e Comunicação Aplicadas à Educação, com certificação em uma área que domino. Não usei dinheiro público para ficar afastado e concluir meus estudos. Quando cheguei no serviço público já havia desenvolvido projetos para a área de marketing digital, mídias sociais e portais por pelo menos 10 anos. Fui analista da COPERVES da UFSM, onde desenvolvi o primeiro sistema de inscrições totalmente online para o vestibular da UFSM (2006) e UNIPAMPA. Desenvolvi e projetei sistemas para a área financeira e para automatização de clubes sociais por pelo menos quatro anos. Já fui docente no setor privado e, no serviço público, pude contribuir como Coordenador de Desenvolvimento de Sistemas na UNIPAMPA. 

No exercício do Cargo Público, nunca roubei, não pedi nem recebi nenhum benefício de quem quer que seja. Estudei muito para aperfeiçoar meu trabalho. Ganhei o que trabalhei e muitas vezes trabalhei muito mais do que ganhei. Fiz muitas horas extras sem receber (e faria de novo). Trabalhei em muitos sábados, domingos, feriados e até em madrugadas, para que os alunos das Universidades (Unipampa e UFFS) tivessem muitas experiências formadoras além da sala de aula. Assim como meus colegas, fiquei e estou há anos sem reajuste, mas sempre trabalhando com eficiência, ética e moral.

Infelizmente, após cinco anos de serviço público, só vejo axincalhamento por parte pessoas descontentes com suas vidas no setor privado para com aqueles que trabalham para o setor público. 

Para estes gosto sempre de lembrar que o Servidor Público contribui para a Previdência num percentual muito superior ao do empregado da iniciativa privada (não há um teto para essa contribuição, como na iniciativa privada). Outra diferença é que a Previdência do empregado privado é composta pela contribuição do empregado e do empregador. A Previdência do Servidor Público só recebe contribuição dos Servidores Públicos. O empregador público não faz nenhum aporte. Além disso, nós não recebemos FGTS por existir estabilidade, a qual querem extinguir.


Últimas notícias sobre "Vida Pessoal":

» 11/12/2018, às 06h00min - Como perdi vinte e seis quilos em quatro meses


« retornar